Sonha em ter um filho? Vamos juntos do diagnóstico ao tratamento!
A reprodução assistida oferece caminhos seguros, éticos e humanizados para quem deseja construir sua família.
Com ciência, acolhimento e clareza, acompanho cada etapa da jornada — desde o planejamento reprodutivo e a preservação da fertilidade até os tratamentos necessários — para que esse caminho seja possível, consciente e tranquilo.
A reprodução assistida oferece caminhos personalizados para casais e mulheres que sonham com a gestação:
Casais com menos de 35 anos devem buscar ajuda após 1 ano de tentativas; acima dos 35, após 6 meses.
Alterações ovulatórias, endometriose, obstrução tubária, fator masculino e idade materna avançada estão entre as causas mais comuns.
Não há garantias, mas preserva as chances reprodutivas com óvulos de melhor qualidade, aumentando as possibilidades futuras.
Na inseminação artificial, os espermatozoides são inseridos diretamente no útero da mulher no período fértil, facilitando o encontro com o óvulo. Já na fertilização in vitro (FIV), a fecundação acontece em laboratório. Os óvulos são coletados, fertilizados fora do corpo e, depois, os embriões formados são transferidos para o útero. A FIV é indicada em situações mais complexas ou quando outros métodos não funcionam.
Os avanços da reprodução assistida permitem diferentes caminhos, como:
É a ausência de espermatozoides no sêmen. Pode ter causas obstrutivas (quando há bloqueio nos canais por onde os espermatozoides passam) ou não obstrutivas (quando há falha na produção).
Apesar de parecer grave, há tratamentos e técnicas que podem recuperar espermatozoides diretamente dos testículos para uso em reprodução assistida.
É a condição em que o sêmen contém poucos espermatozoides, o que pode dificultar a fertilização natural.
Ela pode ser causada por fatores hormonais, genéticos, ambientais ou até pelo uso de anabolizantes.
Com o tratamento certo e acompanhamento especializado, muitos casos de oligospermia têm bons resultados em FIV ou inseminação.
A reserva ovariana indica a quantidade e qualidade dos óvulos disponíveis nos ovários.
Ela é avaliada através de exames hormonais (como o FSH e o AMH) e de ultrassonografia transvaginal com contagem de folículos antrais.
Mulheres acima dos 35 anos ou com histórico familiar de menopausa precoce devem investigar precocemente, pois o tempo é um fator determinante na fertilidade.
É o procedimento em que uma mulher gesta o bebê de outra pessoa ou casal, sem vínculo genético com a criança.
É indicado para casais homoafetivos masculinos, mulheres sem útero ou com contraindicação médica para gestar. No Brasil, só pode ser feito de forma solidária, sem fins lucrativos, e com autorização do Conselho Regional de Medicina.
É o processo em que uma mulher cede seus óvulos para que outra possa realizar o sonho da maternidade.
Os óvulos são fertilizados em laboratório com o sêmen do parceiro ou de doador, e os embriões resultantes são transferidos para o útero da receptora.
É uma opção para mulheres com falência ovariana, idade avançada ou doenças genéticas.
Mulheres entre 18 e 35 anos, com boa saúde física e emocional, e exames normais.
A doação é voluntária, anônima e regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina.
Cada doadora passa por avaliação médica e psicológica antes do processo.
É o procedimento que permite preservar a fertilidade da mulher.
Os óvulos são estimulados, coletados e congelados em laboratório, mantendo sua qualidade para uso futuro.
É ideal para quem deseja adiar a maternidade por motivos pessoais, profissionais ou de saúde (como antes de um tratamento oncológico).
Primeiro, é feita uma estimulação hormonal para que os ovários produzam mais óvulos do que o habitual. Esses óvulos são então coletados em um procedimento rápido e seguro e armazenados em nitrogênio líquido, podendo ser utilizados no futuro. Eles permanecem com a mesma qualidade do momento em que foram congelados, o que preserva o potencial reprodutivo da mulher.
O congelamento de óvulos é indicado para mulheres que desejam preservar sua fertilidade para o futuro, seja por razões médicas, profissionais, pessoais ou simplesmente porque ainda não têm certeza se querem engravidar. Congelar óvulos não é uma decisão definitiva sobre a maternidade. É, na verdade, uma forma de ampliar possibilidades, especialmente em um cenário onde muitas mulheres se tornam mães mais tarde, e com isso enfrentam uma queda natural da fertilidade
Não. Aproximadamente 40% dos casos de infertilidade estão ligados a fatores femininos, 40% a fatores masculinos e 20% a causas combinadas ou desconhecidas. Por isso, a investigação e o cuidado devem envolver o casal, com acolhimento, escuta e olhar atento para ambos os lados.
Sim. Mesmo com ciclos certinhos, é normal que uma gestação leve até 12 meses para acontecer. A fertilidade envolve muitos fatores além da ovulação, como qualidade dos óvulos, espermatozoides, saúde das trompas e do útero. Mulheres com menos de 35 anos podem tentar por até um ano antes de procurar ajuda. Acima dos 35, recomenda-se buscar avaliação após seis meses de tentativas.
Sim, mas ela não define tudo. É verdade que, biologicamente, a fertilidade feminina começa a diminuir após os 35 anos, com queda da quantidade e da qualidade dos óvulos. Mas isso não significa que uma mulher nessa faixa etária ou acima dela não possa engravidar. Cada corpo é único. Com os recursos da medicina atual, muitos caminhos são possíveis. O mais importante é ter acompanhamento adequado, olhar com carinho para sua história e buscar orientação individualizada.
Alguns sinais que merecem atenção: ciclos menstruais muito irregulares ou ausentes, dores pélvicas frequentes, histórico de infecções, abortos de repetição, tentativas sem sucesso por mais de um ano, entre outros. Mas em muitos casos, não há sintomas evidentes, por isso a importância de avaliar o casal como um todo.
A avaliação do casal infértil é um processo cuidadoso e completo, que envolve escuta, acolhimento e investigação clínica dos dois parceiros. Tudo começa com uma anamnese detalhada, onde são abordados aspectos como o tempo de tentativas para engravidar, histórico de doenças, cirurgias, hábitos de vida e saúde reprodutiva anterior. Na sequência, a mulher passa por exames laboratoriais e de imagem para avaliar a reserva ovariana, ovulação, anatomia uterina e permeabilidade das trompas. Já o homem realiza inicialmente um espermograma, que analisa a qualidade e quantidade dos espermatozoides, podendo ser complementado por exames hormonais, genéticos ou de imagem, se necessário. Além da investigação física, é essencial reconhecer o impacto emocional que a infertilidade pode causar. Por isso, o suporte psicológico é parte fundamental do cuidado com o casal, oferecendo acolhimento em cada etapa.
Cada caso é único, e o ginecologista vai indicar os exames de acordo com a história clínica do casal.
A reserva ovariana representa a quantidade de óvulos que a mulher ainda tem, e ela diminui com o tempo. Ela pode ser estimada com exames como o hormônio antimülleriano (AMH) e a ultrassonografia para contagem de folículos. É uma informação importante para decidir, por exemplo, se é hora de tentar engravidar ou considerar o congelamento de óvulos.
Sim, e isso tem se tornado cada vez mais comum. O congelamento de óvulos é a principal forma de preservar a fertilidade. É indicado para mulheres que querem postergar a maternidade por motivos pessoais, profissionais ou de saúde. O ideal é realizar o congelamento antes dos 35 anos, quando a qualidade dos óvulos é melhor, mas mulheres acima dessa idade também podem ser avaliadas para o procedimento. Preservar a fertilidade é sobre autonomia: uma forma de cuidar hoje, pensando no amanhã.